"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Nelson Mandela.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Flora e fauna

FLORA E FAUNA AFRICANA

A distribuição climática do continente africano determina diretamente a configuração de suas zonas de vegetação e fauna. A selva equatorial, frondosa e exuberante, abriga numerosas espécies de aves, símios -- chimpanzés e gorilas --, répteis, anfíbios e insetos. Nas zonas tropicais estende-se a savana, paisagem de vegetação herbácea, com árvores de folhas caducas (baobá, sicômoro) isoladas ou em bosques; nas savanas abundam os grandes mamíferos herbívoros (elefantes, rinocerontes, hipopótamos, girafas, búfalos, antílopes, gazelas) e os carnívoros (leões, leopardos, hienas, chacais).
As grandes zonas desérticas do Saara e do Kalahari apresentam vegetação muito escassa, de plantas espinhosas, exceto nos oásis, onde crescem formações de palmeiras; insetos, répteis, roedores e alguns mamíferos de grande porte, como os chacais, constituem a fauna adaptada a essas regiões. Nas zonas mediterrâneas cresce o típico bosque baixo, combinado com maquis, garrigue e bosques de pinheiros e carvalhos, onde habitam numerosas espécies animais de clima temperado: lebres, cabras, raposas, aves de rapina, pombas, perdizes, répteis etc.
Fonte: Enciclopéddia Barsa.
s de palmeiras; insetos, répteis, roedores e alguns mamíferos de grande porte, como os chacais, constituem a fauna adaptada a essas regiões. Nas zonas mediterrâneas cresce o típico bosque baixo, combinado com maquis, garrigue e bosques de pinheiros e carvalhos, onde habitam numerosas espécies animais de clima temperado: lebres, cabras, raposas, aves de rapina, pombas, perdizes, répteis etc.
Fonte: Enciclopéddia Barsa.

sábado, 8 de setembro de 2012

Inhame planta de origem africana

O inhame foi introduzido no Brasil, vindo da África, no século XVI. Seu nome, registrado na carta de Pero Vaz de Caminha, parece provir de nham, onomatopéia do ato de comer que teria sido usada entre portugueses e bantos em seus primeiros contatos.
Planta herbácea da família das aráceas, a mesma dos antúrios, tinhorões e filodendros, o inhame (Colocasia esculenta) se cultiva em regiões tropicais de todo o mundo por seus rizomas tuberosos, que constituem alimento nutritivo. Ricos em amido e de sabor agradável quando bem cozidos com sal, tornaram-se comuns na cozinha brasileira, sobretudo no interior do país, onde é frequente o hábito de comê-los com açúcar, melado ou mel de abelhas, como sobremesa. De forma ovóide ou globosa, os rizomas desenvolvem-se na base da planta, a pouca profundidade. Deles partem diretamente as folhas grandes dotadas de nervuras vistosas, que alcançam até um metro de comprimento e são sustentadas por pecíolos de dimensão similar.
O inhame se planta em brejos ou outros terrenos com alto teor de umidade e forma touceiras densas a partir de um só rizoma usado para multiplicação. O processo é simples e tem mais possibilidades de êxito quando o rizoma já apresenta olhos ou gemas bem formados e é posto em cova rasa na época de brotação ativa que antecede de perto a primavera. Há numerosas variedades de inhame, algumas de polpa colorida, em geral amarela ou avermelhada, mas só as de polpa branca acham-se comumente em cultivo no Brasil.
É frequente que se confundam os pés de inhame com os de taioba (Xanthosoma brasiliense), arácea nativa da América e da qual se comem as folhas. De fato as folhas das duas plantas se parecem, mas nas de inhame as nervuras são quase roxas, enquanto nas de taioba elas se mantêm verdes. A mesma variação de cor, maneira prática de distinguir as duas plantas, costuma ocorrer entre seus longos pecíolos.
No Norte do Brasil e em outros países o nome inhame (inglês yam, espanhol ñame) é dado a uma planta muito diferente, conhecida no centro-sul brasileiro como cará, da família das dioscoreáceas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Comidas africanas

Influência da comida africana no cardápio brasileiro

comidaMuitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso.
A alimentação cotidiana na África por volta do século XVI incluía arroz, feijão (feijão-fradinho), milho, sorgo e cuscuz. A carne era em sua maior parte da caça abundante de antílopes, gazelas, búfalos, aves, hipopótamos e elefantes.
Pescava pouco, de arpão, rede e arco. Criavam gado ovino, bovino e caprino, mas a carne dos animais de criação era em geral destinada ao sacrifício e trocas; serviam como reserva monetária. Preparavam os alimentos, assando, tostando ou cozendo-o e para temperar a comida tinham apreço pelas pimentas, mas também utilizava molhos de óleos vegetais, como o azeite-de-dendê que acompanhavam a maioria dos alimentos.
O escravo era apresentado aos gêneros brasileiros antes mesmo de deixar a África, recebendo uma ração de feijão, milho, aipim, farinha de mandioca e peixes para a travessia. A base da alimentação escrava não variava de acordo com a função que fosse exercer, quer fossem-nos engenhos, nas minas ou na venda. Essa base era a farinha de mandioca. Ela variava mais em função de seu trabalho ser urbano ou rural e de seu proprietário ser rico ou pobre. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; nas pobres era de farinha, laranjas e bananas. Nas cidades, a venda de alguns pratos poderia melhorar a alimentação do escravo através dos recursos extras conseguidos.